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Sonangol pede propostas de licitação

21-07-2015

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola solicitou ontem, em Luanda, a 87 empresas já pré-qualificadas a apresentarem, até 18 de Setembro de 2016, propostas de licitação para a exploração de dez blocos petrolíferos em terra.

Em nota de imprensa, a Sonangol afirma que para o concurso estão pré-qualificadas 39 empresas como operadoras e 48 como não-operadoras e que as licitações visam os blocos Con 1, 5 e 6 da bacia do Baixo Congo e Kon 3, 5, 6, 7, 8, 9 e 17 da bacia do Kwanza.
O concessionário nacional de hidrocarbonetos espera agora que os licitadores apresentem propostas com a indicação do interesse da companhia em ser operador ou não operador, bem como a percentagem da participação máxima e mínima que pretendem obter nos blocos a que concorrem.
A abertura das licitações de blocos petrolíferos em terra foi pela primeira vez anunciada em Abril do ano passado, com estimativas de que juntos, os dez blocos podem representar mais de metade das reservas conhecidas de crude angolano, pelo menos sete mil barris.
A companhia também anunciou, em 2014, a licitação de 12 blocos para exploração de petróleo em “offshore”, localizados na bacia do Namibe e na do Baixo Congo.
O presidente do conselho de administração da Sonangol declarou há uma semana numa conferência de imprensa, em Luanda, que a situação financeira, comercial e operacional da companhia é estável e com perspectivas futuras animadoras.
Francisco de Lemos reagia, assim, a informações postas a circular sobre uma eventual “falência técnica” ou “bancarrota” da Sonangol e assegurou que a estabilidade e robustez resulta “principalmente” da redução do seu endividamento geral, em torno dos 13,786 mil milhões de dólares (1,7 triliões de kwanzas) e um nível de capitais próprios superior a 21,988 mil milhões de dólares (algo mais que 2,7 triliões de kwanzas).
Para o responsável, esses indicadores confirmam um índice de solvabilidade financeira de longo prazo inferior a 63 por cento. “Qualquer estado de falência ou de bancarrota poderia provocar num só ano à Sonangol prejuízos acima de 22 mil milhões de dólares” (cerca de três triliões de kwanzas), disse o presidente do conselho de administração da Sonangol.